Olá Amelietes, tudo bem com vocês?

Hoje nossa coluna Papo de Nutricionista escrita pela Nutri Angélica Padilha traz um tema que sempre ouvimos falar, mas na hora de colocar em prática muitas de nós pensamos duas vezes: Se “sujar” faz bem?

 

 

Se você é o tipo de mamãe e papai que não deixa as crianças brincarem no parquinho com areia, andarem descalças, colocarem objetos que caíram no chão à boca, enfim, temem em todo tempo que a sujeira possa gerar uma série de doenças, leia o artigo abaixo e reflita. Saiba que se “sujar” um pouquinho faz bem sim!

 

Atualmente a sociedade apresenta um perfil de doenças distinto do observado anos atrás, quando predominavam as doenças infecciosas. Você já reparou que houve um grande aumento de doenças alérgicas, autoimunes e inflamatórias crônicas nos dias de hoje?

 

Isso tem ocorrido, de acordo com várias evidências científicas, por consequência das mudanças da sociedade ocidental, como é o caso da redução do contato das crianças com micro organismos, propiciada tanto por melhores condições de higiene e vacinação como por mudanças na alimentação que, em conjunto, determinam alterações na microbiota intestinal (flora intestinal). Esse processo faz parte da chamada “hipótese da higiene”, apresentada pelo médico inglês David Strachan, em 1989, que sugere a hipótese de que crianças que vivem em ambientes extremamente limpos, estéreis e se privam do contato com agentes externos, causadores de doenças, são mais propensas a desenvolver algumas doenças, como as alergias, por exemplo, pois apresentam menos resistência à bactérias e vírus do que aquelas, cujas mamães e papais não fazem tanta questão de ver tudo sempre tão limpinho.

 

Segundo a pediatra e imunologista Fátima Rodrigues Fernandes, do Hospital Infantil Sabará, o contato com alguns micro organismos é importante porque “ensina” o sistema imunológico, ainda em fase de desenvolvimento, a funcionar corretamente. “É dessa forma que o organismo cria anticorpos e melhora a sua resistência para quando tiver de enfrentar uma infecção mais complexa. Além disso, o organismo tem capacidade para lidar com germes, bactérias e micro organismos presentes no meio ambiente. Não devemos subestimá-lo”, esclarece a especialista.

 

Para auxiliar o desenvolvimento da imunidade das crianças, procure deixá-las em contato com a natureza, com os animais e com o ambiente em si. Deixe as neuroses de lado e curta essa deliciosa fase!

 

Vale ressaltar que a higiene é sim fundamental, as crianças devem ser ensinadas sobre a importância de se lavar as mãos após essas atividades, antes de comer, após usar o banheiro, quando chegar em casa, para que dessa forma, ocorra o desenvolvimento natural e progressivo do sistema imunológico, fazendo com que as crianças fiquem mais resistentes às infecções, mas deixe o excesso de lado.

 

Compartilhe conosco sua opinião, experiências, dificuldades e nos conte se você já notou diferença na saúde das crianças “que se sujam”.

 

 

angélia

Angélica Padilha de Brito é Nutricionista sob o CRN 35786, Graduada em Nutrição e pós graduada Nutrição Clínica Funcional. É Membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional, Palestrante na área de Nutrição e Qualidade de vida e Autora do projeto Chega de Adiar no facebook e do perfil no instagram @nutriangelicapadilha.

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Francini Cervantes
Francini Cervantes
5 anos atrás

Amei o artigo e lembrei da minha vó falando que tínhamos que andar descalços e tomar banho de chuva para “criar anticorpos” kkk, se tem relação eu não sei, mas o fato é que não tenho alergia a quase nada e percebo que sou bem mais resistente a resfriados que a maioria das pessoas que conheço rs.
Dá uma olhadinha lá no blog: espeloteadaepatricinha.blogspot.com.br/