quando abandonar a mamadeira e a chupeta

 

Mesmo diante todo o questionamento que envolve o consumo da mamadeira e chupeta, muitos pais optaram por oferecê-las às crianças. A escolha deve ser respeitada e também levar em consideração a realidade individual de cada núcleo familiar. Questionamentos à parte, as queridinhas ganham apelidos carinhosos como: dedera, tete, lele pepê, bubu, pepeta… Mas à medida que a criança cresce, logo vem a pergunta: quando abandonar a mamadeira e a chupeta?

 

Como conversamos no post anterior (Verdades sobre a mamadeira, chupeta e copo de transição), o ideal é que a mamadeira seja abandonada entre 1 ano a 1 ano e 6 meses de idade – no máximo. Já a chupeta, entre 2 a 3 anos de idade tendo em vista o crescimento ósseo da criança

 

Os pais/responsáveis desempenham papel fundamental nessa fase de transição. Mas antes de tentarem lançar mão de recursos que resultem no abandono dos hábitos de sucção descritos anteriormente, um fato muito importante precisa ser visto e analisado: sua criança, a partir de 2 anos, não é mais um bebê! A forma de tratamento, os utensílios utilizados (copo, pratos, talheres…) e até o quartinho devem adequar-se à fase de desenvolvimento. Bebê é quem chupa chupeta e mamadeira. Uma princesa e um super-herói, por exemplo, não. Como vocês quanto pais/responsáveis desejam que a sua criança dê o sonhado “tchau” se ela ainda é tratada da mesma forma desde o nascimento?

 

De acordo com um estudo recente, publicado em 2015, não existem evidências científicas até o momento da relação entre o uso da mamadeira e alterações na arcada dentária da criança. Porém, para evitar qualquer consequência negativa, atribuída ao seu uso prolongado (por mais de 1 ano), até que mais pesquisas sejam realizadas, ela deve ser substituída, dependendo da idade da criança, por um copo de transição ou copo convencional – com ou sem canudo. Faça com que o seu pequeno participe da escolha do copo. Afinal ele quem vai usar.  Com certeza vai amar aquele copo bem legal com seu personagem favorito.

 

Já chupeta além de comprometer a arcada dentária da criança, altera a posição correta da língua, padrão de deglutição e fala. Não podemos esquecer também de um fator muito importante: a socialização. A criança com a chupeta na boca terá dificuldade de se comunicar com os amiguinhos. A escola através de sua equipe de profissionais (dentista, fonoaudiólogo e psicólogo) e professores, desempenha um papel importante na orientação do núcleo familiar quanto ao momento ideal para a chupeta ser abandonada.  Segue abaixo algumas dicas para ajudar no processo:

 

 

  1. Nunca aplique punições ou ridicularize a criança, pois ela poderá ficar traumatizada;
  2. A criança precisa entender que ela tem que interromper o hábito;
  3. Não deixe a chupeta em locais que a criança consiga pegar e visualizar;
  4. Diminua gradativamente o tempo da criança com a chupeta na boca. Racionalizando o seu uso (por exemplo: associar o consumo ao momento do sono ou a situações que promovam estresse);
  5. Caso a chupeta caia da boca da criança no momento do sono, não a reposicione;
  6. Coloque a criança na frente do espelho e mostre as alterações que o hábito vai provocar na boquinha (diga que os dentes ficarão todos “bagunçados” e solte a imaginação. Cuidado para não gerar trauma!);
  7. Desenvolva brincadeiras que a criança ganhe recompensas no final para ela se sentir motivada a abandonar o hábito;
  8. Diga que quem chupa a chupeta é bebê e que ele/ela é um “super-herói”, uma “princesa” – diga algo que a criança goste de ser chamada;
  9. Quando a criança falar com a chupeta na boca, solicite sua remoção para que você possa compreender aquilo que ela quer falar;
  10. Elogie quando a criança estiver sem a chupeta;
  11. Proponha a troca da chupeta por outro objeto mais apropriado para a idade da criança;
  12. Aproveite que o Natal está chegando e proponha que a chupeta seja entregue ao Papai Noel;
  13. Converse com a odontopediatra da criança. Além de dicas, ela tem todo o preparo para convencê-la quanto o abandono do hábito;
  14. No momento em que a criança falar que deseja ficar sem chupar a chupeta, você não deve voltar atrás nem nos momentos em que ela chorar por falta do tão querido acessório.

O abandono do hábito da mamadeira e chupeta nada mais é que o início de várias modificações que irão ocorrer na vida da criança (como por exemplo: o desfralde e a substituição do berço pela cama), atribuída ao seu desenvolvimento. O tempo passou rápido, não foi?

Conte para a gente sua experiência!

Até o próximo post.

 

quando abandonar a mamadeira e a chupeta

 

Priscila Alencar tem 30 anos, é Dentista especialista em Odontopediatria pela ABO/RN; Pós-graduada em Ortodontia Preventiva e Interceptativa pela UFRN em Dentística Restauradora pela Academia Norte-Riograndense de Odontologia; Odontopediatra do Colégio das Neves; Mãe de uma princesa de 1 ano e 5 meses ela também é Autora do @blog_meudentinho e idealizadora e palestrante do @diadmae.

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